Foi realizado quinta -feira dia 26, o leilão da Receita Federal do município de Ponta Porã, foi realizado virtualmente repleto de pechinchas, carros em ótimas condições inclusive alguns de luxo, com preços incrivelmente favoráveis, entre os mais de 60 veículos condenados a venda para serem arrematados aparecem como objeto de desejo de qualquer um, uma Toyota Corolla por R$ 1.787, três Volkswagen Polo por menos de R$ 2.000 e uma caminhonete F-250 por R$ 14.975, são os populares da lista e foram todos vendidos.
Tem para todos os bolsos, alguns mais simples como um Fiat Strada Flex, na cor prata e fabricado em 2010 modelo 2011 em perfeitas condições, Para comprá-lo é necessário desembolsar, no mínimo, R$ 3.527 o que se trata de uma bagatela devido ao modelo e condições do veículo.
Entre luxuosos e populares o lote 22 ofereceu também carros espaçosos e utilitários como um Fiat Doblo Cargo Flex 1.8. O veículo, fabricado em 2006 e com modelo 2007, pela oferta de compra saindo a partir de R$ 4.033.
Outro leilão já está sendo organizado e será comunicado em nota no diário oficial com menos veículos mas também com ótimos carros.
O Corolla é um modelo compacto da Toyota oferecido em versões sedan, hatchback e perua. Também é o modelo mais vendido da história, com produção nos cinco continentes e vendas totais superiores a 39 milhões de automóveis desde seu lançamento em 1966.
Seu nome provém do Latim e o significado é “Coroa de Flores”, que por sua vez significam felicidade e triunfo. Ao adotar este nome a Toyota manteve uma tradição da época em que muitos dos nomes dos seus carros começavam por “C” – Crown, Corona, Carina, Century, Celica, Camry etc. – Apesar da Toyota já não utilizar esta estratégia para dar nomes aos carros, nomes como o Yaris, Auris, Avalon, Etios e Avensis, todos eles derivam ainda do Latim.
Em Portugal, a popularidade deste modelo aumentou significativamente com a introdução, em finais dos anos 1980, do bloco 1.8 diesel, acoplado a uma caixa manual de 5 velocidades e que fez das versões comerciais veículos com alguma performance para a época mas, sobretudo, bastante viáveis, os quais ainda encontramos em grande número nas nossas estradas de hoje.
Nesta época, encontramos ainda o célebre 1.6 GTI, o qual rivalizava em termos de eficácia dinâmica com o endeusado Peugeot 205 GTi.
Inicialmente no
Brasil o Corolla começou a ser importado em 1993 na versão LE (que era fornecida para o mercado
norte-americano), com um motor 1,8L 16v e 117cv.
Em 1994 foi iniciada a venda das versões DX e Wagon, onde a primeira tinha um motor 1,6L 16v e 106cv era notado um acabamento inferior, a seção entre as lanternas traseiras na cor cinza, calotas e a ausência de ABS e Cruise Control. As versões com câmbio automático não possuíam conta giros. Na versão Wagon era adicionado o motor 1,8 e ABS. Os modelos 1,8 tiveram a sua curva de torque priorizada e houve uma diminuição de potência, ficando com os mesmos 106cv da versão 1,6. O teto-solar era disponibilizado como opcional para os modelos LE.
Nos modelos 1996 as versões DX deixaram de ser importadas com a LE empobrecendo em acabamento e a retirada das rodas de liga como item de série, as lanternas traseiras passaram a ter os piscas na cor branca, a grande dianteira teve uma leve reestilização e o teto-solar deixou de ser disponibilizado. Até então, todos os modelos importados vieram no padrão Estados Unidos, alguns inclusive diretamente de lá, com velocímetro em milhas e interiores com cores diferentes variadas, como bege, marrom, vinho e outros.
Já em 1998 a versão europeia passou a ser importada, chamada de GLi na versão sedã e XLi na versão perua, com um motor 1,6 16v e 107cv tinha um bom acabamento, mas o ABS deixava de ser oferecido, ficou pouco tempo no mercado, esses modelos apesar de confiáveis e confortáveis, tinham um estilo de gosto duvidoso, o que acabou por ocasionar sua forte desvalorização.
No fim de 1998 era iniciada a venda dos primeiros Corolla fabricados no Brasil, os quais eram parecidos com a versão japonesa, com o motor 1,8 de 116cv nas versões XLi, XEi e SE-G.
Diferenciavam entre si, em poucos equipamentos, diferentemente das versões posteriores.
Na XLi era notada a falta de conta giros e raros exemplares sem ar-condicionado, os retrovisoreseram manuais e não havia a pintura das capas dos retrovisores e das maçanetas das portas e a régua que fica acima da placa e calotas.
A XEi possuia o conta-giros, A/C, e as peças do XLi que não eram pintadas, na cor do veículo.
A SE-G adicionava bancos e laterais em couro, ABS e rodas de liga-leve como itens de série.
Em 2001 houve um pequeno banho de loja onde a grade dianteira recebeu um aplique e uma faixa cromada nos pára-choques. Na parte interna o apoio de pé era adicionado junto aos pedais.
Em meados de 2002 foi lançada a 9° geração com bons equipamentos e fazendo um grande sucesso no público brasileiro.
O Corolla é considerado um carro muito econômico pelos especialistas, tendo um desempenho médio de 10 km/l (cidade) e 15 km/l (estrada) nas versões XLi, XEi e SE-G; variando de acordo com a localidade e com as versões automáticas, que consomem um pouco mais.
Líder do segmento entre 2002 a 2006, o Corolla perdeu essa colocação para o novo
Honda Civic, lançado em 2006, e em Abril de 2008 a Toyota reagiu com a nova geração do Corolla. Mantendo um visual sóbrio, ao contrário de seu concorrente direto, o novo veículo apostou em equipamentos internos, tanto que um XEi novo é mais completo que um SE-G 2007 e um
Honda Civic EXS (top de linha), custando 10 mil a menos que este. O SE-G novo ganhou um pacote de equipamentos comparável a veículos superiores (e preço também), e o XLi já vem bem equipado.
Pensando nos portadores de necessidades especiais, a Toyota disponibiliza sob encomenda o Corolla XLi aut 1.6, que com isenção total de impostos sai por R$ 44.000,00 (quarenta e quatro mil reais), tornando-se um excelente custo benefício.
Em 2009, a Toyota lançou uma nova versão intermediária, a GLI e o Corolla foi o grande campeão da pesquisa Os Eleitos, feita pela revista Quatro Rodas.